Comissão de ética ….

18/Julho/2009 por ppanhoto

Com CPI pra todo lado, comissões de ética por aí e especialmente agora, que temos um imortal a ser avaliado por mais uma dessas comissões ….

Isso me fez perceber que, o tempo todo, essa expressão era lida de forma errada. Vamos ao caso do Edmar Moreira, que passou pela “comissão de ética da Câmara”. O erro está em pensar que foi uma “comissão de ética” da Câmara, quando na verdade foi uma comissão de “ética da Câmara”. Ahhh… olhando por esse lado, não há como ficar supreso pela absolvição do deputado.

Agora, como será o Sarney passando pelo conselho de “ética do Senado”? Será que os senadores se comportam melhor que os deputados??

Netiqueta

4/Julho/2009 por ppanhoto

Quando comecei a usar a internet, em 1996, ainda se falava sobre Netiqueta: a etiqueta para Internet, que é um conjunto de regras para se comunicar pela rede sem ofender outros. Pelo menos no IRC  e mesmo no ICQ, as pessoas respeitavam essa etiqueta e, eventualmente, eram bem intolerantes com quem não o fazia … Eu mesmo fui banido de alguns canais por descuidar da etiqueta.

Nessa época, lembro que boa parte da grosseria que se via ficava concentrada nas salas de bate-papo do UOL, que não tinham restrições de acesso. A mesma grosseria que se popularizou pelo Orkut e, depois, transbordou para o MSN Messenger (junto com o miguxês). Agora a baixaria está generalizada, seja em listas, e-mails pessoas e profissionais e especialmente em sites de relacionamentos e redes de comunicação. Todo muito agora é muito macho e fala tudo o que pensa (e fogem covardemente quando lêem o que não gostam) seja bloqueando um contato, ou apagando algum comentário.

Num momento nostálgico, encontrei este guia de etiqueta para internet: RFC 1855 ou FYI 28.

Don’t fear the reaper

4/Julho/2009 por ppanhoto

… e quando ele vier, será algo muito parecido com isso …

garras

Unbelievable / Search & Destroy

30/Junho/2009 por ppanhoto

Time to Pretend

14/Junho/2009 por ppanhoto

What are you looking at?

23/Novembro/2008 por ppanhoto

what are you looking at?

Cat and mouse

22/Novembro/2008 por ppanhoto
Cat and Mouse

Cat and Mouse

Ligar o foda-se

12/Novembro/2008 por ppanhoto

Hoje estou fazendo um exercício: “ligar o tal foda-se”. Isso no sentido de me desligar um pouco do trabalho. Ontem eu percebi que estava completamente estressado: agressivo além da conta, sempre na postura defensiva … Enfim, não era uma pessoa agradável de conviver.

Logo no começo, já percebi algumas coisas interessantes sobre minha postura. Qualquer comentário que eu recebia, eu reagia como se meu filho tivesse apanhado na escola (ou veio bilhete da professora ou o que seja). Não tenho filhos de verdade. Mas tratei meu trabalho como um. Olhando agora, por que eu encanei tanto?? Pensando bem. É algo que você concebe e cuida mas, no fim, aquilo não te pertence e você é apenas o responsável. Pensando melhor, agora se parece mais com criar uma criança.

Tive uma idéia interessante a respeito dessa criação de software (filhos). Passei muito tempo achando meu software a melhor coisa que eu já fiz e justamente esse sentimento é o mesmo que me empurra a rejeitar de cara qualquer crítica (construtiva ou destrutiva). Esse sentimento de paternidade superprotetor: quanto ele limita o desenvolvimento do projeto? Do mesmo jeito que aceitar tudo o que é conselho pode estragar um projeto (você não sabe a intenção de quem te aconselha e … no fim, ficam tantas coisinhas que o resultado não age de acordo nem com o que você esperava e nem com o que os outros esperavam), também o outro extremo é igualmente ruim: recusar todas as críticas também, no fim, acaba limitando o desenvolvimento do projeto pois você está tratando algo como acabado e perfeito …

Tem uma música aí?

17/Setembro/2008 por ppanhoto

Caso alguém leia isto, eu agradeceria muito qualquer indicação de músicas/bandas ou alguma coisa.

Bom, as últimas músicas “modernas” que ouvi foram do Killers, Kaiser Chiefs, Franz Ferdinand e R.E.M.

Desde então, tenho voltado meu gosto para a “plain old” (“boa e velha”) década de 80. Gostaria de acreditar que as coisas não estão tão ruins quanto eu imagino agora.

Desperdício inconsciente

22/Agosto/2008 por ppanhoto

Este assunto me procurou ontem à noite (talvez seja recorrente) : uma visão sobre como uma crença modela uma realidade.

Você se programa para viver de uma determinada forma e aquilo passa a ser a sua realidade, por mais casual possa parecer qualquer justificativa para a pessoa no dia-a-dia. Acho que o exemplo mais comum para (finalmente) ilustrar o que eu quero dizer é a programação do “não tenho *”. Este “*” pode ser qualquer coisa mercadoria material ou imaterial. As mais comuns são tempo, dinheiro ou liberdade.

A partir do momento que você se dispõe a “não ter” qualquer coisa, você só está realmente satisfeito enquanto não tem aquilo. É difícil saber como isso começa mas, pelo que vejo parece que isso é uma daquelas coisas que acontecem “desde sempre”. Talvez este comportamento seja a habilidade não desenvolvida de lidar com muito daquilo pois, normalmente,  o primeiro pensamento que vem no momento da fartura é algo do tipo “puxa vida, estou com tanto sobrando agora. O que eu vou fazer com isto?”. Também, normalmente, o resultado deste pensamento é sempre algum comportamento auto-destrutivo que implica numa perda rápida daquilo que “tanto queríamos”.

Se você está concentrado em algo que “não tem” mas quer ter, poderia responder para si mesmo “o que você faria com muito?”. Se a sua resposta fica em torno de como você poderia “gastar”, isto é um bom indicador de que você pode não saber ter aquilo. Creio que bom exercício seria cultivar, neste cenário de “se tivesse muito”, pensamentos sobre conservar aquele recurso e, provavelmente, isso será realidade algum dia.