Desperdício inconsciente

By ppanhoto

Este assunto me procurou ontem à noite (talvez seja recorrente) : uma visão sobre como uma crença modela uma realidade.

Você se programa para viver de uma determinada forma e aquilo passa a ser a sua realidade, por mais casual possa parecer qualquer justificativa para a pessoa no dia-a-dia. Acho que o exemplo mais comum para (finalmente) ilustrar o que eu quero dizer é a programação do “não tenho *”. Este “*” pode ser qualquer coisa mercadoria material ou imaterial. As mais comuns são tempo, dinheiro ou liberdade.

A partir do momento que você se dispõe a “não ter” qualquer coisa, você só está realmente satisfeito enquanto não tem aquilo. É difícil saber como isso começa mas, pelo que vejo parece que isso é uma daquelas coisas que acontecem “desde sempre”. Talvez este comportamento seja a habilidade não desenvolvida de lidar com muito daquilo pois, normalmente,  o primeiro pensamento que vem no momento da fartura é algo do tipo “puxa vida, estou com tanto sobrando agora. O que eu vou fazer com isto?”. Também, normalmente, o resultado deste pensamento é sempre algum comportamento auto-destrutivo que implica numa perda rápida daquilo que “tanto queríamos”.

Se você está concentrado em algo que “não tem” mas quer ter, poderia responder para si mesmo “o que você faria com muito?”. Se a sua resposta fica em torno de como você poderia “gastar”, isto é um bom indicador de que você pode não saber ter aquilo. Creio que bom exercício seria cultivar, neste cenário de “se tivesse muito”, pensamentos sobre conservar aquele recurso e, provavelmente, isso será realidade algum dia.

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Uma Resposta para “Desperdício inconsciente”

  1. Tati Diz:

    Tome cuidado com o que deseja, pois pode se tornar realidade. Depois que ouvi isso, sempre fico com “medo” de desejar algo, já que eu corro o risco de conseguir… Normalmente não estamos preparados para conseguir qualquer coisa, e por isso a saída mais fácil é se desfazer logo daquilo. Acho que finalmente agora consegui entender!

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